Notícia 20/07/2022

Tese de coordenador técnico da PCDaS sobre a adoção de Inteligência Artificial no SUS é aprovada

Jefferson Lima defendeu sua tese de doutorado no último dia 19 de julho.

  • Nelson Niero Neto

O coordenador técnico da Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde (PCDaS), Jefferson da Costa Lima, defendeu sua tese de doutorado no último dia 19 de julho. A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS), oferecido pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com o título “Desafios Para a Adoção de Inteligência Artificial Pelo Sistema Único de Saúde (SUS): ética, transparência e interpretabilidade”, o trabalho buscou “identificar os fatores, técnicos, regulatórios e éticos que podem contribuir para a construção de um ambiente mais adequado para o desenvolvimento da Inteligência Artificial nos serviços de saúde”. O orientador foi Marcel Pedroso, pesquisador da Fiocruz e coordenador da PCDaS.

Jefferson justifica a importância do tema explicando que, mesmo com aplicações que utilizam componentes baseados em Inteligência Artificial (IA) se tornando comum em nosso cotidiano, é preciso analisar com atenção a sua adoção no campo da saúde. “Ao mesmo tempo em que a IA pode promover enormes avanços”, explica, “é preciso garantir que o seu uso seja justo e não discriminatório contra pessoas, grupos, comunidades, populações e instituições”.

A partir da análise do funcionamento dos métodos de interpretabilidade para os modelos de IA, “reconhecidamente pouco transparentes” e conhecidos como black boxes, Jefferson buscou compreender como o funcionamento desses métodos podem impactar os serviços de saúde. 

“Esta é uma pesquisa construída com um olhar para o Sistema Único de Saúde (SUS) e, especialmente, o seu princípio doutrinário da Equidade”, explica, “e por isso, esperamos que o uso de IA na saúde possa contribuir para mitigar os efeitos das iniquidades sociais e econômicas, não para perpetuá-las ou agravá-las, ao criar um ambiente mais transparente e confiável”.


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